Contaminação por resíduos químicos alcança o fundo dos oceanos

Fundo dos oceanos se encontra contaminado por resíduos químicos

 

resíduos químicos

A contaminação produzida por resíduos químicos pelo ser humano, alcança o fundo dos oceanos, revelou um estudo que detalha o achado de resíduos químicos proibidos em amostras de pequenos crustáceos que residem nas zonas abissais.

“As zonas abissais são vistas ainda como reinos distantes e imaculados, preservadas da ação humana, mas nosso trabalho mostra que, infelizmente, essa ideia está longe de ser verdade”, destaca Alan Jamieson, pesquisador da Universidade de Newcastle, no Reino Unido.

Para examinar os crustáceos, pesquisadores usaram ferramentas especiais capazes de chegar a duas enormes fossas do Pacífico: a das Marianas, a mais profunda conhecida (cerca de 11 km), perto da ilha de Guam, e a fossa de Kermadec (mais de 10 km), ao Norte da Nova Zelândia.

O que descobriram foi que, inclusive no mais profundo da crosta terrestre, os anfípodes apresentam níveis de contaminação química. Os cientistas puderam testar a presença de bifenilos policlorados, proibidos há 40 anos, e de éteres difenílicos polibromados, utilizados durante muito tempo para tornar materiais têxteis e plásticos resistentes ao fogo. Ambos componentes estavam presentes em todas as amostras recolhidas nas zonas abissais em diferentes profundidades.

“Encontrar estas substâncias contaminantes em um dos locais mais escondidos e inacessíveis da Terra nos faz perceber o impacto devastador a longo prazo do ser humano sobre o planeta”, considera Jamieson.

Entre os anos 1930 e 1970 foram produzidas 1,3 milhão de toneladas de bifelinos policloratos no mundo. Desde então, em torno de 35% acabaram chegando ao oceano e aos sedimentos terrestres.

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Entenda como resíduos sólidos ajudaram a salvar crianças!

Reciclagem de resíduos sólidos ajuda a salvar crianças com pneumonia

 

 

Segundo estudo publicado no The Lancet, um dispositivo feito com frascos reciclados de resíduos sólidos, reduziu em 75% os casos de mortes por pneumonia em Bangladesh.

 

 

Após anos de pesquisa em um hospital infantil em Bangladesh, o médico Mohammed Jobayer Chisti desenvolveu uma solução alternativa aos caríssimos ventiladores mecânicos que ajudam pacientes com pneumonia a respirar – um equipamento feito com resíduos sólidos de xampu e tubos de plástico.

 

 

resíduos sólidos

 

O dispositivo:

O dispositivo até agora ajudou a reduzir em 75% os casos de mortes de crianças por pneumonia aguda no país, segundo um estudo publicado no The Lancet.

O dispositivo já foi utilizado no tratamento de mais de 600 crianças e funciona de maneira simples, liberando oxigênio através de um tubo, por meio das bolhas produzidas dentro do recipiente com água.

“As crianças inalam oxigênio de um tanque e expiram dentro de um tubo que é inserido no frasco com água, produzindo bolhas. A princípio, testamos em quatro ou cinco pacientes e logo vimos uma melhora significativa dentro de algumas horas.”, explicou Mohammed, que hoje trabalha no Centro Internacional de Pesquisa sobre Doenças Diarreicas de Bangladesh.

Falta de recursos:

Devido à falta de recursos, na Ásia e África Subsaariana, cerca de 920.000 crianças morrem a cada ano com complicações da doença. O equipamento convencional custa aproximadamente 15.000 dólares (47.500 reais) e deve ser operado por uma equipe especializada – fora dos recursos dos hospitais de países em desenvolvimento. Por outro lado, o novo dispositivo faz um uso mais eficiente dos recursos, reduzindo os gastos anuais em oxigênio de 30.000 dólares (95.000 reais) para 6.000 dólares (19.000 reais).

Inovação:

O dispositivo de Mohammed mostrou resultados melhores que os sistemas de baixo fluxo, tratamentos de baixo custo para pneumonia recomendados pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que ainda resultam em uma em cada sete mortes.

A inovação usa o conceito da terapia de pressão positiva contínua nas vias aéreas (CPAP), e evita que o pulmão entre em colapso. É utilizada na maioria dos países desenvolvidos. A pressão das bolhas mantém os alvéolos pulmonares abertos, absorvendo oxigênio suficiente.

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Coleta de Resíduos – Brasileiros reciclam quase 100% das latinhas

Brasileiros aumentam índice na coleta de resíduos e reciclam quase 100% das latinhas de alumínio

 

A Associação brasileira de alumínio (Abal) e a Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alta Reciclabilidade (Abralatas) divulgaram em 2016 sobre o aumento dos brasileiros no índice da coleta de resíduos, coletando quase 100% das latas de alumínio.

coleta de resíduos

 

De acordo com as duas entidades, com a coleta de resíduos, houve um total de 292,5 mil toneladas de latas recicladas, o mesmo que 19,8 bilhões de unidades, ou 54,1 milhões por dia ou 2,3 milhões por hora. Isso é quase o total de embalagens colocadas à venda. Somente na coleta de latinhas foram injetados cerca de R$ 730 milhões na economia brasileira. “O valor equivale a quase um milhão de salários mínimos por ano, confirmando a grande importância da reciclagem para a geração de emprego e renda para os catadores e produtores de materiais recicláveis”, disse o coordenador do Comitê de Mercado de Reciclagem da Abal, Mario Fernandez.

 

Segundo a entidade, a reciclagem das latinhas consome apenas 5% da energia que seria utilizada para a produção das mesmas a partir do alumínio primário, extraído da bauxita. “A economia de energia gerada nessa reciclagem atenderia à demanda residencial anual de energia de um estado como Goiás, por exemplo”, disse Fernandez.

 

Um exemplo da importância da coleta de resíduos é a Cooperativa de Educação Ambiental e Reciclagem Sepé Tiaraju, na zona norte de Porto Alegre. A importância de revender latinhas é tanta, que o dinheiro arrecadado com as latas serve para pagar o INSS mensal de 25 cooperativados. O preço médio é R$ 3, o quilo. No verão, quando o consumo é maior, a cooperativa consegue arrecadar cerca de 800kg por mês. No inverno, não passam de 600kg.

 

Segundo o programa de inclusão de reciclagem “Somos Todos Porto Alegre”, pelo menos 4 mil pessoas na Capital vivem da reciclagem.

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Transporte de resíduos perigosos: Acompanhe as mudanças nas normas

Fique por dentro das mudanças nas normas de transporte de resíduos perigosos

 

A Agência Nacional e Transportes Perigosos (ANTT), instituição responsável pela regulamentação de normas para o transporte de resíduos perigosos no Brasil, em 2016 modificou a resolução que regulamentava o transporte de material perigoso – a ANTT 420/2004 – pela Resolução ANTT nº 5232/2016.

 

Pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305/2010), os geradores de resíduos perigosos são responsáveis pelo transporte desses resíduos até a adequada destinação final. Esta correta destinação inclui os resíduos considerados perigosos.

 

A empresa geradora do resíduo deve exigir da transportadora terceirizada o cumprimento das atuais normas da Resolução ANTT nº 5232/2016. Todas as empresas que buscam certificação ISO 14001 devem dar atenção especial aos requisitos e prazos para as novas normas de seus transportadores, caso sejam geradoras de resíduos perigosos.Este artigo irá destacar quais foram as modificações realizadas.

 

Classe de Risco: Mudanças de nomes e critérios de classificação

 

Na norma ANTT 420/2004 no item de classificação dos materiais perigosos transportados, a Classe 9 era definida como “Substâncias e artigos perigosos diversos”. A Resolução ANTT nº 5232/2016 ampliou a definição para “Substâncias e artigos perigosos diversos, incluindo as substâncias que apresentam risco para o meio ambiente”. Sendo assim, estão incluídos na Classe 9, todas as substâncias que possam apresentar algum tipo de risco ao meio ambiente.

 

A classe 9, trazida pela nova norma, também modifica o tratamento de equipamentos contendo lítio. Esses materiais passaram a receber uma atenção especial. Eles podem ser alocados aos números ONU 3090, 3091, 3480 ou 3481, conforme apropriado. Pode ser feito o transporte de resíduos perigosos em tais estradas desde que atendam as provisões estabelecidas.

 

Outra mudança da nova norma trata sobre o limite do ponto de fulgor para os líquidos inflamáveis. O ponto limite passou para 60ºC e não mais 60,5ºC. Essa mudança tem como objetivo se tornar equivalente ao sistema de classificação do GHS.

 

transporte de resíduos perigosos

 

Limitação de quantidade e volume para transporte

A nova norma também limita a quantidade e volume no transporte de resíduos perigosos. Não existe mais uma “unidade de transporte“, mas sim um “veículo“. A quantidade limitada agora tem que ser identificada nas embalagens e no documento fiscal, e devem conter símbolo conforme descrito abaixo:

 

transporte de resíduos perigosos

 

Quando os produtos perigosos forem embalados em unidade menores, dentro de uma embalagem maior deve conter as seguintes informações:

 

  • A sobreembalagem deve ser marcada com a palavra “SOBREEMBALAGEM”, com letras medindo, no mínimo, 12 mm de altura, a menos que as marcações dos volumes representativas de todos os produtos perigosos (número ONU) contidos na sobreembalagem estejam visíveis; e Nota: No caso de produtos perigosos importados, as palavras “OVERPACK” ou “SOBREEMBALAJE” serão aceitas em substituição à palavra “SOBREEMBALAGEM”.
  • A sobreembalagem deve ser marcada com o símbolo estabelecido na figura acima.

 

Comunicação oficial sobre acidentes com produtos perigosos

 

Qualquer emergência ou acidente deve ser comunicado pelo transportador rodoviário de produtos perigosos ao Sistema Nacional de Emergências Ambientais – SIEMA, instituído pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – IBAMA.

 

Documentação fiscal

 

A descrição dos produtos perigos no documento fiscal passou a ser padronizada e deverá conter a seguinte sequência de informações:

  • O número ONU, precedido das letras “UN” ou “ONU”;
  • O nome apropriado para embarque;
  • O número da Classe de Risco principal ou, quando aplicável, da Subclasse de Risco do produto, acompanhado, para a Classe 1, da letra correspondente ao Grupo de Compatibilidade. As palavras “Classe” ou “Subclasse” podem ser incluídas antes do número da Classe ou da Subclasse de Risco principal;
  • Quando aplicável, o número da Classe ou da Subclasse dos riscos subsidiários correspondentes, figurado entre parênteses, depois do número da Classe ou da Subclasse de Risco principal. As palavras “Classe” ou “Subclasse” podem ser incluídas antes dos números da Classe ou da Subclasse de Risco subsidiário;
  • O Grupo de Embalagem correspondente à substância ou artigo, podendo ser precedido das letras “GE” (por exemplo, “GE II”), quando constar na Coluna 6 da Relação de Produtos Perigosos ou em alguma Provisão Especial; As informações da descrição dos produtos perigosos devem ser apresentadas, sem outra informação adicional interposta, na sequência indicada (não pode alterar a sequência) como demonstrado abaixo: ONU 1098 ÁLCOOL ALÍLICO 6.1 (3) I ONU 1098, ÁLCOOL ALÍLICO, Subclasse 6.1, (Classe 3), GE I A informação exigida da “quantidade total por produto perigoso” pode ser inserida após o grupo de embalagem ou em campo próprio do documento fiscal, quando houver, separada da demais informações da descrição do produto.

 

Declaração do expedidor

A Declaração de responsabilidade do expedidor deverá ter o seguinte texto padronizado:

Declaro que os produtos perigosos estão adequadamente classificados, embalados, identificados, e estivados para suportar os riscos das operações de transporte e que atendem às exigências da regulamentação”.

Para a declaração do expedidor não é mais exigido a data e assinatura se está for impressa no documento Fiscal, quando essa não for apresentada impressa deverá ser assinada e datada pelo expedidor, e deve conter informação que possibilite a identificação do responsável pela sua emissão (por exemplo, número do RG, do CPF ou do CNPJ).
Qual o prazo para adequação à nova norma?

 

transporte de resíduos perigosos

 

Art. 3º Revogar, após prazo estabelecido no caput do artigo 2º, as Resoluções nº 420, de 12 de fevereiro de 2004, nº 701, de 25 de agosto de 2004, nº 701, de 25 de agosto de 2004, nº 1.644, de 26 de setembro de 2006, nº 2.657, de 15 de abril de 2008, nº 2.975, de 18 de dezembro de 2008, nº 3.383, de 20 de janeiro de 2010, nº 3.632, de 9 de fevereiro de 2011, nº 3.648, de 16 de março de 2011, nº 3.763, de 26 de janeiro de 2012, nº 3.887, de 6 de setembro de 2012 e nº 4.081, de 11 de abril de 2013.”

Portanto, o prazo limite para adequar-se à nova resolução é 16 de setembro de 2017. Não deixe para última hora! Inicie agora mesmo o processo de transição das normas reguladoras de transporte de resíduos perigosos.

 

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